6 meses antes do fim de contrato
Pelo segundo ano seguido, depois de toda uma temporada de EA FC 25 em que o 'bug' que impede de abordar um jogador para o contratar 6 meses antes do final do contrato no modo carreira, eis que o problema continua no EA FC 26.
Sim, já foi má demais para ser verdade a época 24/25 em que, apesar dos 185 updates da EA, nenhum se dignou a contemplar a resolução deste problema.
Apesar dos milhões de queixas e reports de clientes, a EA conseguiu o feito de se manter uma época em silêncio, ignorando, borrifando-se para os seus clientes.
E o silêncio continua.
Porquê? Porque o 'modo carreira' não dá lucro à EA, ao contrário do Ultimate Team, que representa 70 por cento do lucro da EA.
Não é justificação. É explicação. Mas apenas isso.
Porque a atitude da EA é grotesca e de um desrespeito raramente visto numa relação que se espera de respeito e confiança entre empresa e cliente.
Se ainda restasse decência moral e respeito em vez de ganância desmesurada, a EA já teria resolvido este problema, até por uma questão de manter a sua reputação no mercado. Detalhes.
Mas como não tem concorrência neste nicho (jogos de futebol) e como encontrou a galinha de ovos de ouro - o UT -, nem quer saber das queixas dos clientes.
Atualmente, além de continuarmos - nós, desgraçados adeptos do modo carreira a quem o UT e os seus maravilhosos gastos tão úteis à EA não nos dizem nada - sem podermos abordar jogadores 6 meses antes do final de contrato, a EA resolveu o problema da pior forma: todos os jogadores renovam os seus contratos e deixa de haver jogadores disponíveis para expormos o problema.
É assim tipo uma censura à chico-esperto para atirar areia para os olhos.
O curioso nisto é o grau de surrealismo e desfasamento da realidade: não, EA, os futebolistas não renovam todos os seus contratos com os seus clubes, pelo contrário, maior parte dos jogadores de futebol mantém a renovação suspensa à espera de um clube mais importante/forte/ambicioso e de um contrato melhor.
A realidade, EA, é que o Real Madrid contratou o Kylian Mbappé e o Trent Alexander-Arnold - para dar dois casos mundialmente famosos - a custo zero, em fim de contrato, e obviamente já os tinha abordado antes do final dos contratos com PSG e Liverpool respetivamente.
Mas posso dar mais exemplos. Milhões de exemplos.
Não sei quem são os vossos experts, os vossos conselheiros muito bem pagos (assim espero, porque por cá, em Portugal, já estamos um bocadinho fartos de sermos corridos a ordenado mínimo como se fôssemos uns acéfalos incompetentes), mas uma coisa eu sei: fui jornalista de O JOGO e de A BOLA durante quase 3 décadas e - modéstia à parte - fico com a sensação de que percebo mais de futebol - e conheço-o em profundidade, não apenas pela TV - que os vossos especialistas todos juntos.
De resto, agradeço desde já o silêncio que me espera. Obrigado, EA.
Não há sensação mais maravilhosa do que ser ignorado e tratado como um número. É para isto que acordamos todos os dias, aqui reside a adrenalina e o entusiasmo da vida: sermos tratados como lixo por um gigante tecnológico que se acha acima de tudo e todos.
PS - Não, não vou adicionar nenhum attachment. Vocês conhecem este problema de trás para a frente e vice-versa.