Suporte a linux
Olá a todos.
Acho que já passou da hora de existir uma solução real pra Battlefield 6 rodar no Linux — e não falo de “gambiarra”, falo de suporte de verdade.
Hoje, uma parte enorme do catálogo da Steam já roda no Linux via Proton/Steam Deck. Pra ter noção: existem dezenas de milhares de jogos marcados como jogáveis, incluindo multiplayer. E isso não é teoria: o Valve já classificou mais de 21 mil títulos como “Playable/Verified” no Steam Deck — e isso é só o que foi testado/avaliado até agora.
“Ah, mas Linux é pouco usuário.” Beleza… só que “pouco” na Steam ainda é milhões de pessoas: o Linux bateu ~3,2% no Hardware Survey (pico histórico recente). E aí vem a pergunta que ninguém gosta de encarar:
Será que a parcela é pequena porque “ninguém usa”… ou porque não tem suporte e a galera é forçada a ficar no Windows?
Inclusive, aqui no próprio fórum eu já vi gente falando: “eu jogaria Battlefield, mas uso Linux e não vou voltar pro Windows”. Eu tô no mesmo barco: eu só mantenho Windows por causa do Battlefield.
E sobre anti-cheat: já existem jogos grandes com anti-cheat funcionando no Linux, então não é como se fosse “impossível”. Exemplos (entre outros) que a comunidade cita com frequência:
Apex Legends (EAC)
Halo: The Master Chief Collection
DayZ (BattlEye)
ARMA 3
O ponto aqui é bem simples: anti-cheat no Linux/Proton existe, mas em muitos casos é “opt-in” do estúdio. Ou seja: quando não funciona, quase sempre é decisão (ou prioridade), não limitação mágica do universo.
Agora, o que pega no Battlefield 6 é que estão empurrando anti-cheat em nível de kernel + exigências tipo Secure Boot (e afins). Eu entendo o motivo (cheat é praga), mas vamos ser honestos: isso também bloqueia Steam Deck / Linux — e mesmo assim cheat continua existindo. Então a pergunta prática é:
vale mesmo excluir uma plataforma inteira (e uma comunidade crescente) por uma abordagem que nem é “bala de prata”?
O que eu (e muita gente) queria ver da Electronic Arts é uma alternativa objetiva:
suporte oficial a Linux/Steam Deck (nem que seja com requisitos claros),
ou um caminho compatível (ex.: opção de anti-cheat que permita Proton),
ou reforço de detecção server-side / medidas de conta (pra não depender só de driver enfiado no kernel do usuário).
Porque do jeito que tá, a mensagem que passa é: “se você quer jogar, aceite o Windows e pronto.”
E sinceramente? Windows hoje é um trambolho: telemetria, processo em background, update que reinicia quando quer, driver que dá xilique… enquanto no Linux eu tenho controle, leveza e previsibilidade.
Então fica o pedido: considerem suporte ao Linux/Steam Deck. A comunidade existe, cresce, e já provou que dá pra rodar muita coisa — falta só vocês pararem de fechar a porta.